Marcus Américo
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     MARCUS AMÉRICO

    Vem de Niterói, RJ, o nosso Marcus Américo, nascido em 04 de março de 1967. O ambiente em casa traz um pano de fundo musical. A mãe passa a maior parte do tempo cantando. O pai canta na noite, em casas noturnas. O nome Marcus Américo lhe soa tão bem que é este seu nome artístico. A mãe, D. Geni, que freqüenta igreja evangélica, cria o filho por esse caminho, o que lhe confere um conhecimento de Deus no estilo Timóteo, jovem discípulo do apóstolo Paulo,  nos primeiros anos da era cristã. Mas a decisão de andar com Deus, aquela individual, acontece aos nove anos de idade. Ronaldo, o irmão mais velho, exerce uma influência enorme sobre Américo, influência essa que se perpetua até os dias de hoje. “Deus fez de meu irmão um homem de muita sabedoria”, diz o nosso violonista. Aos oito aos, porém, seu contato com o violão já havia iniciado. À semelhança de Denize no teclado, Américo começa no violão clássico – mais tarde, aos onze anos. Seus pais queriam fazer dele um virtuose no instrumento (conseguiram). Marcus chega a estudar com o professor Ricardo Wagner e, já na adolescência, cultiva admiração por monstros da MPB, como Ivan Lins, Toquinho e – posteriormente – Djavan. Na segunda metade dos anos 80, surgem também compositores cristãos de peso, no cenário evangélico brasileiro, que irão marcar a trajetória de Américo, entre os quais podemos citar Sérgio Pimenta (sua maior influência tanto em termos de letra como em harmonia), além de João Alexandre e Jorge Camargo. Nesse período, Américo vive em Brasília, embora nunca tivesse contato com Marco e Denize, mas vem conhecer Zazo e Doca que, naquela altura, faziam parte do Cântaro. É tempo de João Alexandre, Sérgio Pimenta, Mostra de Música (com a Orquestra Cristã de Brasília nascendo); por esses dias, os LPs “De Vento em Popa” e “Tanto Amor” já haviam deixado suas marcas na harmonização de Marcus. Américo atua com o Cântaro, como baixista (outra de suas especialidades). Já havia participado em outras três bandas (Chuva Serodia, Selo do Sol e Outras Tribos). No fim desse período, ele conhece Celinha. Os dois se casam e vão viver em Recife. Mais tarde, mudam-se para Juiz de Fora. O aprendizado musical nessas duas cidades é intenso. A passagem por elas vai refinar o estilo “marcoamericano”, primeiro pelo contato com os ritmos e a criatividade próprios do nordeste. Depois, em Minas, pelo contato com músicos da mais alta qualidade que por ali passam, visto que Juiz de Fora é um corredor musical quase que obrigatório para artistas que fazem a rota Belo Horizonte – Rio – São Paulo. É também ali que Américo estuda harmonia funcional, com o baixista Dudu Lima. Mas o tempo em Juiz de Fora é também um momento de intercâmbio, em que Marcus chega a compor canções de estilos os mais variados, chegando até ao rock’n’roll e aos temas mais “loucos” que só os roqueiros da transição 80/90 conhecem. As aulas com Dudu Lima, no entanto, acrescentam-lhe muitos aspectos. É quando sua versatilidade como arranjador, compositor (e até mesmo como intérprete) ganha novos ares, novos acordes e amplia a expressão de sua música.  Já nos anos 90, vez por outra, faz uma visitinha a Brasília, tipo uma vez por ano, e aproveita para rever os amigos antigos, entre os quais Zazo e Doca. Numa dessas visitinhas, os dois levam Américo à casa de Marco e Denize, que se apaixonam pela musicalidade, virtuosismo e harmonias do músico. Começam a surgir trocas, idéias, coisas de amigo. Em 1998, vendo que o campo de trabalho se tornava cada vez mais difícil em Juiz de Fora, Marcus e Celinha voltam para Brasília.  Américo se junta ao Céu na Boca.